NOVAS INTERVENÇÕES EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS!
4 de set. de 2013
24 de mar. de 2013
Poesia Sob o Sol - 09/03/2013
A Intervenção Poética Poesia Sob o Sol foi uma ideia que surgiu em algum lugar do tempo, tempo esse em que a companhia ainda se chamava Cubo Mágico.
Retomamos a idéia agora, com a diferença que resolvemos convidar diversas pessoas, pessoas que fazem parte de outros grupos de teatro, poetas, artistas e não-artistas e que desejam colaborar com este projeto.
Concebemos guarda-chuvas estilizados para as poesias e convidamos diversos poetas da cidade para a divulgação de suas palavras-poéticas.
Encontramo-nos na Pça Afonso Pena, São José dos Campos, montamos nossa base poética e as pessoas chegaram, tomaram para si a responsabilidade de espalhar poesia.
Ficamos das 10h às 13h, não vimos nenhuma poesia jogada pelas ruas. Recebemos não. Mas fomos retribuídos por dezenas de sim, "posso escolher", "posso pegar mais um", "vou levar para...".
Além da intervenção com os Guarda-chuvas, o Fernando Selmer, o Sérgio Ponti e Charles Lima fizeram a Intervenção da Pregação da Palavra - A Língua Portuguesa.
Movimento em parceria com Zenilda Lua, Reginaldo Poeta Gomes e Brisa Almeida, que nos ouviu e comprou a ideia, convidando diversos de seus amigos poetas para colaborar com esta Intervenção.
Agradecemos a todos os amigos que colaboradores com seus poemas e aos que compareceram para abrilhantar este evento, bem como para doar poesias.
Ficamos felizes e lisonjeados com as presenças de Sonia Gabriel e família, Paulo Barja e Bebel, Osni Antonio Henrique, Jéssica Lane, George, Daniele, Renato, Fernando Selmer, Sergio e Charles que fizeram uma Intervenção dentro da Intervenção e aos demais.
Próxima edição ocorrerá em BREVE. Avisaremos aos que desejam participar pessoalmente ou colaborar com suas poesias.
Fotos:
http://ciacubo.blogspot.com.br/p/fotos.html
http://www.facebook.com/media/set/?set=a.424176007668904.1073741827.100002295259900&type=3
http://www.facebook.com/media/set/?set=a.423718981047940.1073741826.100002295259900&type=3
TL
5 de ago. de 2012
INVERNO
O inverno parece não acabar,
quando sai o Sol, logo vem uma nuvem esfriar o tempo.
Noticias sobre o Era uma vez...
Pausa momentanea,
inverno,
troca de elenco
mais ensaios...
Estudos, pesquisas...
vivências
Neste inverno do processo
É preciso ter calma,
pois logo entrará o verão
e o processo brotará lindamente.
TL
quando sai o Sol, logo vem uma nuvem esfriar o tempo.
Noticias sobre o Era uma vez...
Pausa momentanea,
inverno,
troca de elenco
mais ensaios...
Estudos, pesquisas...
vivências
Neste inverno do processo
É preciso ter calma,
pois logo entrará o verão
e o processo brotará lindamente.
TL
28 de jun. de 2012
Qual a diferença de um ator para um palhaço?
Nós Cubianos compartilhamos...
(...)
"Palhaço não é personagem. Palhaço é!
Palhaço é único; ninguém faz Carlitos, alguém tenta copiar Carlitos.
Por isso quando um grande Palhaço morre é uma perda terrível, pois suas gags, seus bordões e seu número vão com ele.
Vários espetáculos têm palhaço como personagem, seguindo um texto do autor (lembro de Palhaçadas com o fabuloso João Siqueira). E são ótimos, pois está claro que é isso: atores que interpretam palhaços; os atores como em qualquer outro personagem, vão pesquisar ou se inspirar em outros palhaços, vão decorar o texto e seguir a direção, o figurinista e etc. Quando terminar o espetáculo, os personagens terminam.
(...)"
por Ana Luisa Cardoso
Trecho retirado do site: http://www.cepetin.com.br/index.php?page=artigos_margarita.
(...)
"Palhaço não é personagem. Palhaço é!
Palhaço é único; ninguém faz Carlitos, alguém tenta copiar Carlitos.
Por isso quando um grande Palhaço morre é uma perda terrível, pois suas gags, seus bordões e seu número vão com ele.
Vários espetáculos têm palhaço como personagem, seguindo um texto do autor (lembro de Palhaçadas com o fabuloso João Siqueira). E são ótimos, pois está claro que é isso: atores que interpretam palhaços; os atores como em qualquer outro personagem, vão pesquisar ou se inspirar em outros palhaços, vão decorar o texto e seguir a direção, o figurinista e etc. Quando terminar o espetáculo, os personagens terminam.
(...)"
por Ana Luisa Cardoso
Trecho retirado do site: http://www.cepetin.com.br/index.php?page=artigos_margarita.
Thais Lopes - preparação
17 de mai. de 2012
Processo
Ensaios e mais ensaios.
Concluindo a etapa dos ensaios de um trabalho árduo, onde diferenças e descaminhos deixaram de existir.
Uma história de relações humanas, duas atrapalhadas convivendo num mesmo espaço.
Duas palhaças, uma diretora teatral, um assistente de direção e um cenógrafo. Todos de mundos distintos e realidades diferentes dividindo os mesmos sonhos....
Logo estaremos em cartaz. Quando? Assim que tudo se acertar e os últimos parafusos forem apertados.
Tachinha, Adriana Barja e Simpatia
2 de mar. de 2012
21 de fev. de 2012
Contando histórias
SIMPATIA E TACHINHA - palhaças
A fantasia contagia. Sempre.
Brincadeiras, risos, coisas sérias.
Da vontade de brincar sério,
Surgem duas meninas-palhaças.
Adriana Barja - diretora
DIRETORA: “Cantem... bem bonito”
TACHINHA: “ahhhhhhhh.......”
SIMPATIA: “ohhhhhhhhhh.....”
DIRETORA: “Dancem maravilhosamente.”
As meninas-palhaças enlouquecem em cena.
DIRETORA: “Vistam-se. A festa é importante, importantíssima”
TACHINHA E SIMPATIA - ?!?
DIRETORA (rindo): “Ótimo, agora desfilem”
Era uma vez...
Duas meninas, cada qual para um lado…
tristes, sem rumo. Mas com vontade. Muita vontade.
Eis que chega uma terceira. E a brincadeira
começa...
Das frutas devoradas (maçã, uva, banana,
pêra), grandes trapalhadas. Risos, cabelos, tecidos.
Do medo inicial do jogo, machucados,
tropeços, e até certa distancia de comunicação, a espontaneidade virou lema. Diversão sem lógica, mordidas nos dedos, sem
querer... Tombos propositais (e outros não), mais risos. E as cenas foram
surgindo.
Risos, tombos, danças, olhos atentos…
(doces ou travessuras?)
Travessuras, claro! Uma princesa esquecida,
uma bruxa desafinada, um espelho esquisito e um príncipe esfomeado... Surgiram…
inesperados, ficaram engraçados… Com trapos e narrativas, uma colcha é montada
com costura pouco apertada (para não perder a graça).
Era uma vez e outra vez…
Passos largos… olhos grandes. Olhos
curiosos. Da imaginação, a história começa
a ser contada. Brincadeiras de criança, corpos de gente grande. Ridículas e
lindas chamadas a partir de agora, de Tachinha e Simpatia.
Um sapato vermelho… outro rosa, bem rosa. O
tamanho nem se fala, tanto dos sapatos como das palhaças. Ah! Que meninas
atrapalhadas! Uma ajuda a outra, entre tosses e espirros, tanto nas pedras como
nas quedas.
Era uma vez, outra e outra vez…
Panqueca ou Adriana... Beleza e singeleza. Panqueca,
os olhos que encantam, se admira e para rimar uma rima boba, canta… E a Adriana,
diretora das meninas, com firmeza as rege na dança palhacesca...
Como ela faz isso? Só ela sabe como...
Era uma vez, outra, outra e mais outra...
Sr. Mané ou Mestre Douglas... Sr. Mané
professor de besteirol da Paçoca, Simpatia e Tachinha. Mestre Douglas, das idéias
às provocações e das técnicas clownescas. Com humor e com destreza explica tudo
e dá dicas precisas para o processo que se inicia.
Era uma vez e muitas outras…
Companheiros de jornada, cubianos desde
sempre - Wallace e William – não ficaram fora da jogada. Com idéias, cenários,
risos e apontamentos, apóiam este projeto com unhas e dentes.
Era uma vez…
Uma idéia inicial, rascunhada, com
conflitos, dúvidas e atritos e que encontrou vários parceiros na luta diária
pela sobrevivência artística, em um país que esquece a cultura, a saúde
(psíquica) e a educação nas gavetas e corredores da burocracia.
Era uma vez… e agora... É a nossa vez.
Vamos brincar de contar histórias?
19 de dez. de 2011
22 de nov. de 2011
21 de nov. de 2011
Um não-lugar
Naquele tempo, não muito diferente de hoje, no interior de cada apartamento, grandes dramas eram encenados… Não havia privacidade nem anonimato. Uma pessoa, ou era ator principal do drama, ou mero espectador… Mas uma coisa era certA: todo mundo sabia da vida de todo mundo!
Dia 23, quarta, 20h no SESC São José dos Campos.
UM LUGAR CHAMADO DROPSIE
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Foto: Wallace Puosso. Detalhe de ensaio. Na foto, Marcio Santamaria e Paulo Barja
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Dia 23, quarta, 20h no SESC São José dos Campos.
UM LUGAR CHAMADO DROPSIE
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Foto: Wallace Puosso. Detalhe de ensaio. Na foto, Marcio Santamaria e Paulo Barja
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18 de nov. de 2011
Teatro para Ouvir
O Cubo Cênico desenvolve um trabalho de pesquisa e investigação cênica baseado em novelas gráficas, roteiros de cinema, indicações técnicas ou estilísticas utilizadas como pontos de referência pelos atores. Os métodos para criação atoral, além de se apoiarem na memória e na espontaneidade individuais, envolve a leitura de textos teóricos e literários. O texto nasce junto com o espetáculo, nas palavras e cenas que o grupo vier a experimentar.
Dessa forma, "Um Lugar Chamado Dropsie" começa a ser fundamentado. A primeira etapa, será a leitura pública da adaptação da obra de Will Eisner na próxima quarta-feira, 23/11 no SESC SJCampos.
Dessa forma, "Um Lugar Chamado Dropsie" começa a ser fundamentado. A primeira etapa, será a leitura pública da adaptação da obra de Will Eisner na próxima quarta-feira, 23/11 no SESC SJCampos.
8 de nov. de 2011
1 de nov. de 2011
24 de out. de 2011
15 de out. de 2011
Ensaio de orquestra
14 de outubro de 2011
Hoje o ensaio da leitura foi musical: Summertime. Com o teclado na mão, o maestro Paulo Barja regeu o elenco… logo depois, ouvimos "Round Midnight", numa versão feita pelo próprio Paulo e as outras melodias que serão intercaladas à leitura. Tivemos até a iniciativa da Marianna Mar, que se propôs a cantar "Round Midnight". Por fim discutimos quais serão os objetos e os figurinos que usaremos em cena. SABEMOS que a leitura dramática é mais importante, mas não custa nada "apimentar" um pouquinho o “Teatro para ouvir” com figurinos, adereços e muúica de fundo, ao vivo…
Semana que vem tem mais.
TL
2 de out. de 2011
Ensaio da leitura – 30/09/2011
Um lugar chamado Dropsie (num lugar chamado SESC)
Na noite desta última sexta feira (30/09), Wallace Puosso, Thais Lopes, Paulo Barja, Marcio Santamaria, Evandro Valentim e Conceição Castro, (mais Mariana Mar que se ausentou por conta de prova na faculdade), se reuniram para o segundo encontro de leitura do texto "Um Lugar chamado Dropsie", a partir de obra do mestre Will Eisner, adaptado pelo Cubo Cênico. Foi momento em que dividimos as personagens, criamos caracterização vocal e nos divertimos muito… muito mesmo. Outros ensaios ocorrerão nas próximas sextas-feiras… Assim esperamos que nossa leitura dramática através do Projeto “Teatro para Ouvir” do Sesc, seja visceral, como o são os quadrinhos de Will Eisner.
O projeto "Teatro Para Ouvir" comemora 20 anos, desde a primeira leitura no SESC, em 1991.
Nós, do Cubo Cênico, agradecemos aos nossos amigos de leitura e ao Sesc pela oportunidade.
Cia Cubo Cênico
Thais Lopes
Wallace Puosso
13 de set. de 2011
Novidade
PROJETO "TEATRO PARA OUVIR"
Primeiro ensaio já nesta sexta-feira, 16/09 no SESC São José dos Campos, com Conceição Castro, Evandro Valentin, Marcio Santamaria, Marianna Mar e Thais Lopes.
A leitura dramática do texto "Um Lugar Chamado Dropsie", adaptado por Wallace Puosso, ocorrerá na segunda quinzena de novembro e complementa os estudos já iniciados a partir de contos curtos de Marina Colasanti e pesquisa sobre cinema e graphic novels.
O cartaz foi criado a partir da arte da Sutil Companhia de Teatro.
Aguardem!
9 de ago. de 2011
A estrutura da narrativa dramática
A matéria dramático-narrativa mostra uma história, a partir de um ângulo de visão ou foco e vai encadeando as seqüências de uma fabulação, cuja ação é vivida pelos personagens e está situada em determinado espaço, de um determinado tempo e se comunica através do discurso associado a muitas outras narrativas, pretendendo que seja vista e compreendida pelos seus espectadores - e/ou leitores - quando se fala de literatura dramática.
Estudando esta narrativa, Aristóteles apresenta em sua Poética a Lei das Três Unidades, que dominou todo o período do classicismo francês: unidades de tempo, lugar e ação. No entanto as unidades de tempo e lugar, com o passar do tempo, foram postas de lado, restando apenas a UNIDADE DA AÇÃO DRAMÁTICA.
Unidade – o todo do texto dramatúrgico deve formar um só corpo orgânico, com princípio, meio e fim, onde o final esteja atrelado ao meio e o meio ao início, a partir de uma ação dramática.
Ação dramática – é que provém da execução de uma vontade, com a determinação de cumprir essa intenção.
Teatro, pois, é ação, ação dramática; ação dramática é conflito – em geral uma vontade consciente caminhando determinantemente em direção a seus objetivos.
No teatro dramático, estes são os elementos norteadores da narrativa teatral: Introdução-desenvolvimento-clímax-solução.
O conflito é o cerne de todo texto teatral. Assim a primeira exigência que temos que fazer de um texto teatral é que ele tenha conflitos e que estes conflitos possam ser identificados, que se possa determinar o conflito central, primordial, que vai nos dar a linha mestra do texto.
Num texto dramático, pode haver conflitos variados de toda espécie, mas subordinados a um conflito central.
Cada cena também traz um conflito que nasce, se instala, cresce, aumenta e se resolve. As forças em oposição, as vontades contraditórias, as energias opostas não permanecerão sempre iguais, o conflito crescerá, se intensificará, aumentará, até que atinja seu clímax e um novo momento onde percebemos uma modificação em seus protagonistas e na própria situação inicial proposta.
Portanto, tudo está ligado a tudo e tudo se move num conjunto como o das grandes constelações. Tudo depende de tudo e nada tem sentido tomado isoladamente. Por conseguinte, se aplicarmos esta afirmativa ao drama, tudo numa peça de teatro deve estar inter-relacionado. A peça deve ser um conjunto onde todas as coisas dependem umas das outras.
Um galo sozinho não tece uma manhã,
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito e o lance a outro;
E de outros galos que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.
João Cabral de Melo Neto
Estudando esta narrativa, Aristóteles apresenta em sua Poética a Lei das Três Unidades, que dominou todo o período do classicismo francês: unidades de tempo, lugar e ação. No entanto as unidades de tempo e lugar, com o passar do tempo, foram postas de lado, restando apenas a UNIDADE DA AÇÃO DRAMÁTICA.
Unidade – o todo do texto dramatúrgico deve formar um só corpo orgânico, com princípio, meio e fim, onde o final esteja atrelado ao meio e o meio ao início, a partir de uma ação dramática.
Ação dramática – é que provém da execução de uma vontade, com a determinação de cumprir essa intenção.
Teatro, pois, é ação, ação dramática; ação dramática é conflito – em geral uma vontade consciente caminhando determinantemente em direção a seus objetivos.
No teatro dramático, estes são os elementos norteadores da narrativa teatral: Introdução-desenvolvimento-clímax-solução.
O conflito é o cerne de todo texto teatral. Assim a primeira exigência que temos que fazer de um texto teatral é que ele tenha conflitos e que estes conflitos possam ser identificados, que se possa determinar o conflito central, primordial, que vai nos dar a linha mestra do texto.
Num texto dramático, pode haver conflitos variados de toda espécie, mas subordinados a um conflito central.
Cada cena também traz um conflito que nasce, se instala, cresce, aumenta e se resolve. As forças em oposição, as vontades contraditórias, as energias opostas não permanecerão sempre iguais, o conflito crescerá, se intensificará, aumentará, até que atinja seu clímax e um novo momento onde percebemos uma modificação em seus protagonistas e na própria situação inicial proposta.
Portanto, tudo está ligado a tudo e tudo se move num conjunto como o das grandes constelações. Tudo depende de tudo e nada tem sentido tomado isoladamente. Por conseguinte, se aplicarmos esta afirmativa ao drama, tudo numa peça de teatro deve estar inter-relacionado. A peça deve ser um conjunto onde todas as coisas dependem umas das outras.
Um galo sozinho não tece uma manhã,
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito e o lance a outro;
E de outros galos que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.
João Cabral de Melo Neto
3 de jul. de 2011
Contos de Amor Rasgados - Marina Colasanti
A quem possa interessar"Abriu a janela no exato em que a garrafa com a mensagem passava, levada pelo vento. (...) Então, com toda delicadeza, devolveu-a ao vento."
Cantata dividida
"Desde os tempos de namoro, amavam-se numa língua que só os dois conheciam. (...)Foi também em sua língua que se desentenderam e, depois de muitas brigas resolveram separar suas vidas. (...)"
A paixão da sua vida
"Amava a morte. Mas não era correspondido. (...)"
Conto em letras garrafais
"Todos os dias esvaziava uma garrafa, colocava dentro sua mensagem, e a entregava ao mar. (...)"
Uma vida ao lado
"Fina, a parede. E além dela, a vida do vizinho.
Irritante a principio. Ruídos, pancadas, tosse, tudo interferindo, infiltrando-se. Depois, aos poucos, familiar.(...)"
Para que ninguém a quisesse
"Porque os homens olhavam demais para sua mulher, mandou que descesse a bainha dos vestidos e parasse de se pintar.(...)"
Sem novidades do Front
"Esperava que o marido voltasse da guerra. Durante os primeiros anos, quando certamente não chegaria, preparou compotas. Depois, a partir do momento em que o regresso se tornava uma possibilidade iminente, assou pães, e a cada semana uma torta de peras, (...)"
Trechos retirados do Livro "Contos de amor rasgados" de Marina Colasanti,
contos estudados para o processo de trabalho, que inspiram e instigam. TL
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